Palavra do Pastor

 

 

 

 

 

 

A INICIAÇÃO CRISTÃ DE ADULTOS

Apresento a todos um roteiro, que preparei tempos atrás, o qual dá aos ministros ordenados, aos catequistas e demais agentes pastorais um panorama geral do processo da iniciação cristã de adultos, conforme o rito oficial da Igreja.

a) O INÍCIO DA CAMINHADA
No momento em que uma pessoa manifesta interesse pela vida em comunidade ela deve ser acolhida seja por algum grupo de vivência da comunidade seja por uma equipe especial. Para iniciar essa etapa basta que a pessoa demonstre reta intenção. O grupo que a acolhe deve estar atento para proporcionar-lhe os meios para o conhecimento de Jesus, sobretudo a partir dos santos evangelhos, iniciação na oração, relacionamento fraterno com pessoas e grupos da comunidade e ajuda no esforço de mudança de vida.
    
Nessa fase se dará grande importância ao encontro, à convivência e à celebração da Palavra ou outras formas de oração.

Para esse trabalho a Comunidade poderá contar com a ajuda dos agentes e ministros do acolhimento, dos ministros da celebração da Palavra e de fieis que poderão exercer a função de introdutores.

b) O CATECUMENATO
Quando o novo irmão manifesta uma fé inicial, dá sinais de perseverança e demonstra a vontade de prosseguir sua iniciação na vida cristã, ele é recebido na Comunidade através de uma celebração de entrada no catecumenato. No ritual da Igreja essa celebração chama-se "Rito de Instituição de Catecúmenos". O catecumenato é o tempo em que os novos irmãos se instruem nos princípios da religião, antes de receberem os sacramentos da iniciação. Nessa celebração de entrada no catecumenato os candidatos fazem uma profissão inicial de fé, são assinalados com o sinal da cruz e entram na igreja para ouvir a Palavra de Deus junto com a Comunidade. Nesse tempo do catecumenato se administra aos candidatos a catequese completa. Eles são iniciados na celebração do culto divino e no apostolado de evangelização pela palavra e o testemunho, e recebem algumas prerrogativas próprias dos cristãos. Por exemplo: no sepultamento os catecúmenos são equiparados aos fieis.

Os responsáveis devem ficar atentos para a assimilação e crescimento dos candidatos. Não se devem queimar etapas.

O tempo do catecumenato é marcado sobretudo pela celebração da Palavra tanto junto com a comunidade como através de celebrações especiais para o grupo de catecúmenos.

Há duas celebrações que devem merecer um destaque: a Celebração da entrega do "Símbolo dos Apóstolos" que deverá acontecer quando se for iniciar a catequese sobre o Credo e a Celebração da entrega da "Oração do Senhor" no início da catequese sobre o Pai Nosso. Quanto possível deverá acontecer a participação da comunidade nesses momentos importantes.

c) A PREPARAÇÃO PRÓXIMA
Embora a celebração do Batismo, da Crisma e da Eucaristia dos adultos possa acontecer também em outras épocas do ano, a ocasião mais propícia, adequada e bela para isso é a Liturgia da Vigília Pascal. Prevendo-se a celebração dos sacramentos da iniciação cristã na Vigília Pascal deve acontecer na quaresma a preparação próxima que será marcada por um cunho de catequese espiritual com o objetivo de predispor os catecúmenos a receberem com proveito espiritual os sacramentos pascais. Esta etapa é chamada de "tempo da iluminação e purificação" porque os chamados à vida nova em Cristo vão sendo iluminados pelo próprio Senhor a partir dos santos evangelhos e vão sendo convidados à conversão do coração. As celebrações que marcam essa preparação próxima são as seguintes:

- Celebração ou rito da inscrição do nome na qual os candidatos aprovados pelos catequistas e pela comunidade são chamados a inscreverem seu nome para a recepção dos sacramentos pascais. Como a Igreja tem a consciência de que os candidatos foram chamados ou eleitos pelo próprio Senhor, essa celebração tem também o nome de "Rito da eleição".  O "rito da eleição" acontece no primeiro domingo da quaresma. A partir desse momento, os catecúmenos passam a ser chamados de "eleitos".

- Celebração dos escrutínios, que são ritos que completam a preparação espiritual dos eleitos. "A finalidade dos escrutínios que se realizam por meio dos exorcismos, é         sobretudo espiritual. O que se procura por eles é purificar os espíritos e os corações, fortalecer contra as tentações, orientar os propósitos e estimular as vontades, para que os catecúmenos se unam mais estreitamente a Cristo e reavivem seu desejo de amar a Deus" (Rito da Iniciação, n.154).  Eles são celebrados no terceiro, no quarto e no quinto domingos da quaresma, escolhendo-se, respectivamente, as Missas da Samaritana, do cego de nascença e da ressurreição de Lázaro. Eles convidam os catecúmenos a se abrirem para a Redenção de Cristo, que é água viva (Samaritana), luz (cego de nascença), ressurreição e vida (ressurreição de Lázaro). É necessário progredirem do primeiro ao último escrutínio, na consciência do pecado e no desejo de salvação.

d) A CELEBRAÇÃO DOS SACRAMENTOS DA INICIAÇÃO CRISTÃ
Os eleitos recebem os sacramentos do Batismo, da Crisma e da Eucaristia na Vigília Pascal que culmina com a Missa da Ressurreição do Senhor. Após a liturgia da Palavra, vem a liturgia batismal. Os eleitos são batizados, crismados e em seguida, participam pela primeira vez da Eucaristia, comungando o Corpo e o Sangue de Jesus.

e) ACOMPANHAMENTO AOS NOVOS CRISTÃOS
Durante o tempo da Páscoa os padrinhos, o grupo de acolhimento e toda a Comunidade acompanham os novos cristãos no seu entrosamento na vida comunitária. É um tempo de aprofundamento do sentido e da vivência dos sacramentos que receberam. Por isso, esse momento é chamado de "Tempo da Mistagogia" e vai do Domingo da Páscoa até o Domingo de Pentecostes.

Há muitos que foram batizados na infância mas não iniciados na vida cristã; não podem ser considerados catecúmenos, pois já são batizados. Porém as riquezas deste rito de iniciação orientarão a caminhada para se completar a iniciação cristã desses irmãos.

E, ainda, é necessário pensar em tantos que receberam os sacramentos e não se engajaram na Igreja ou dela se afastaram. São nossos irmãos. Vamos ter por eles o zelo do Bom Pastor que vai à procura de cada uma de suas ovelhas. Procuremos descobrir maneiras de acompanhá-las no seu retorno e celebrar o mesmo. Tudo isso com simplicidade e humildade pois levamos a graça de Deus em vasos de barro (cf 2Cor 4,7) e, como diz o apóstolo, "aquele que julga estar em pé, tome cuidado para não cair" (1Cor.10,12).

Dom Luiz Antônio Guedes
Bispo Diocesano de Campo Limpo

 

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