Andrea Bocelli canta em prol de campanha contra a fome no mundo

Roma. Uma maneira de chamar a atenção para o problema da fome no mundo. Pensando desta maneira, a iniciativa "Arsenal da Paz" apresentou no último final de semana a campanha "Compartilhe o pão de cada dia". Entre várias personalidades presentes ao evento em Turim, no norte da Itália, uma chamou a atenção: o cantor lírico Andrea Bocelli.

A campanha tem como principal objetivo combater de forma pontual fome em vários países. Segundo levantamento realizado pela "Arsenal", em todo o mundo morrem, diariamente, cerca de 100 mil pessoas de fome. Ernesto Olivero, fundador da entidade, explica que "apesar de sermos poucos, temos conseguido ajudar milhões de pessoas em todo o planeta".

Atualmente, a "Arsenal" está desenvolvendo trabalhos humanitários em 89 países. Além de combater a fome, denunciam casos de escravidão, o tráfico de pessoas e ajudam as vítimas da guerra.

"Muitas pessoas de bom coração estão nos ajudando com suas orações e donativos para que possamos mudar o pensamento de quem não está preocupado com a situação de calamidade pela qual muitos irmãos estão passando", esclarece Ernesto Olivero.

Andrea Bocelli apresentou a música "Panis Angelicum" - o pão dos anjos. Engajado em diversos trabalhos sociais, o tenor italiano afirma que ajudar os países que passam por necessidades deveria ser uma obrigação de todos. "Infelizmente temos várias pessoas morrendo de fome ao redor do mundo e o que mais chama a atenção é o número de crianças que perdem a vida por não terem nada o que comer", afirmou o cantor.

A fome no mundo

Segundo dados da "Arsenal da Paz", a cada dez dias morrem de fome em todo o mundo a mesma quantidade de moradores de cidades como Detroit (EUA) e Munique (Alemanha). Segundo a organização, a queda nos números absolutos de subnutridos em 2010 é consequência, em grande parte, da expectativa de retomada do crescimento da economia, particularmente em países em desenvolvimento.

Mas embora tenha havido uma redução de 98 milhões de pessoas, ou 9,6%, no total de subnutridos, o número continua "inaceitavelmente alto", segundo a organização. "Ainda que tenha ocorrido um esperado declínio, o primeiro em 15 anos, quase 1 bilhão de subnutridos no mundo continua sendo um número alto demais e acima do objetivo estabelecido pelas metas do milênio, que era de reduzir pela metade o número de vítimas da fome no mundo até 2015", afirma o Arsenal.

As metas do milênio, estabelecidas pela ONU no final do século passado, previam que a proporção de pessoas subnutridas caísse dos 20% do período 1990-1992 para 10% em 2015, não superando 400 milhões de pessoas.

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