Homens e deuses, inspira a vida cristã e o testemunho da fé

A pré-estreia contou com a presença do abade Dom Bernardo Bonowitz e outros monges da Ordem Cisterciense da Estrita Observância (OCSO) do Mosteiro Trapista do Paraná que destacou alguns pontos históricos da época e dos fatos ocorridos na Argélia.

Filme francês, sob a direção de Xavier Beauvois, vencedor de diversos prêmios, em 2010: Gran Prix no Festival de Cannes, Júri Ecumênico, Prêmio da Educação Nacional, teve sua pré-estreia, em 12 de abril na Reserva Cultura, em São Paulo para 400 pessoas  e estará  nos cinemas em São Paulo e no Rio, a partir do dia 25 de abril  de 2011.Gradualmente, o filme será lançado em outras capitais.

A CNBB, a arquidiocese de São Paulo e do Rio de Janeiro, Signis Brasil e Paulinas entre outras instituições católicas estão empenhadas em divulgar esse filme que faz pensar no ser cristão hoje. A pré-estreia contou com a presença do abade Dom Bernardo Bonowitz e outros monges da Ordem Cisterciense da Estrita Observância (OCSO) do Mosteiro Trapista do Paraná que fez destacou alguns pontos históricos da época e dos fatos ocorridos na Argélia.

  A narrativa se apoia em fato real da comunidade dos sete monges cistercienses franceses, em Thibirine, Argélia, norte da África. Inseridos em meio a população, na sua maioria muçulmana, por assumirem o compromisso com a comunidade que precisava deles, foram feitos reféns e assassinados, em 1996. Entretanto, o filme não mostra o massacre, e sim, ressalta o dia a dia dos monges e sua vivência e testemunho na comunidade local. 


Pontos podem ser destacados

O diálogo religioso com a cultura local. Os monges se constituem uma comunidade inserida na realidade e, mesmo sendo minoria cristã, conhecem, participam e dialogam com as lideranças da comunidade muçulmana. Buscam pontos convergentes em princípios religiosos como o amor e respeito a Deus e ao próximo, para uma convivência pacífica e respeitosa. A prática do amor ao próximo é percebida, sobretudo no serviço à saúde aos mais necessitados.

A figura do líder religioso, o superior da comunidade, pela postura extremamente humana e atenta aos irmãos e pela busca, com os monges e os moradores, o caminho a seguir naquela situação de conflito, tendo em vista o projeto de vida e a dedicação à causa de Deus e do povo. Não compactua com o poder que os intima a voltar ao seu país, mas busca as razões de entrega por causa do Evangelho.


O processo de discernimento e profecia da comunidade, consequência da vida fraterna, espírito de oração e serviço aos pobres, independente da religião que professam. A opção de sair ou não do país por segurança, um direito justo dos monges, amadureceu no diálogo, na busca de razões profundas de sua própria consagração e entrega à missão.

A compreensão, o acolhimento e apoio recíprocos,  favoreceu um processo de maturação do caminho interior dos membros da comunidade. Nesse processo de discernimento, o líder dos monges dialoga com a liderança da comunidade muçulmana que faz um apelo no momento de insegurança: “Vocês são a nossa proteção... vocês são os galhos...os pássaros somos nós”.

Um filme que emociona e encanta pela profundidade da narrativa e pela dimensão profética para os dias atuais. Vale a pena ser visto e discutido!

Assista ao Trailler

Ir. Helena Corazza, FSP – presidente de Signis Brasil

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