A América Latina fala de seu Papa

“Será uma grande alegria poder receber aqui no Rio de Janeiro o Papa Francisco”, afirma Dom Orani

 

A eleição do Papa Francisco, o primeiro Papa latino-americano, percorreu como uma onda de alegria o continente que concentra a metade dos católicos do mundo.

 

Para Jorge Traslosheros, do Instituto de Pesquisas Históricas da Universidade Nacional Autônoma do México, o Papa Francisco “é profundamente cristocêntrico e mariano, valoriza a riqueza da religiosidade popular, fala com firmeza dos temas inegociáveis, crê na opção preferencial pelos pobres e denuncia por igual as injustiças do neoliberalismo e os abusos do populismo”.

 

Já na opinião de Sebastián Sánchez, escritor argentino, o dia 13 de março de 2013 é “o mais transcendente da história argentina e, junto com o descobrimento e a evangelização, o mais importante da América Latina”.

 

Por sua parte, Pablo Yurman, advogado e professor de ética na Universidade Católica Argentina, o novo Papa, como bom jesuíta, possui uma “sólida formação intelectual e espiritual”. É chamado a ocupar a cátedra de Pedro “em uma época em que em toda América Latina, mas em especial na Argentina, sopram fortes ventos de violência”.

 

Ele afirma que Francisco é pastoralmente reconhecido por sua gente, “por sua humildade e ascetismo, com o que seguramente se vincula o nome escolhido”.

 

Talvez seja um “sinal dos tempos” que o Papa seja jesuíta. “Houve há alguns séculos uma situação difícil para a Companhia de Jesus, que tanto tinha colaborado com a evangelização da América, principalmente com os povos guaranis, quando, por decisões políticas tomadas por uma Igreja eurocêntrica, e por pressões do poder civil e econômico de então, os jesuítas foram expulsos desses povoados, que permaneceram à deriva. Hoje o Papa Francisco é o primeiro jesuíta a chegar ao papado e, ao mesmo tempo, o primeiro latino-americano. Talvez seja a hora de passar de uma Igreja eurocêntrica a outra de rosto mais universal”.

 

Uma grata emoção para a América Latina 

 

Para o bispo de Tehuacán, México, Dom Rodrigo Aguilar Martínez, não deixa de ser importante a origem do novo Papa. Mas isso não foi o principal de sua eleição, e sim “o conjunto de seus traços pessoais e pastorais”.

 

Em relação aos papas anteriores, ele acredita que logo comprovaremos que há continuidade mas também novidades.

 

O franciscano Eulalio Gómez Martínez, da província mexicana, lembra quando conheceu o Papa em Buenos Aires. “Um homem de Deus, sem interesse por refletores que, às vezes, tudo banalizam; apreciador dos religosos, com muito sentido do social, palavra e pensamento bem confeccionados”.

 

O arcebispo de Morelia (México), Dom Alberto Suárez Inda, afirma que, sendo o novo Papa filho de Santo Inácio de Loyola, chama a atenção que tenha escolhido se chamar Francisco. “Ainda que São Francisco de Assis seja patrono da Itália, ele é um modelo de virtude evangélica que foi chamado pelo Senhor para restaurar sua Igreja”.

 

Alegria no Brasil

 

O arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, afirmou que “será uma grande alegria poder receber aqui no Rio de Janeiro o Papa Francisco”.

 

“Ele já esteve no Brasil, participando da Conferência de Aparecida. Ele foi a alma do Documento de Aparecida, um documento que deve muito a ele”, disse.

 

“Ele viveu a primeira Jornada Mundial da Juventude, na Argentina. E agora viverá aqui no Rio de Janeiro a segunda Jornada da América Latina.”

 

“O nome Francisco demonstra simplicidade, vem neste momento novo da Igreja. Indica trabalho, missão, evangelização, espiritualidade, oração. É do que os jovens precisam. Agradecemos ao Espirito Santo por essa escolha”, afirmou Dom Orani.

 

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