Bispos participam de curso de formação no Rio de Janeiro

A Arquidiocese do Rio de Janeiro está realizando o 26º Curso Anual dos Bispos Brasileiros que este ano tem como tema: “A Nova Evangelização: significado, desafios e aplicação à realidade do Brasil”. Para debater sobre o tema foram convidados especialistas nacionais e internacionais como o Arcebispo emérito de São Paulo e presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Cardeal Dom Cláudio Hummes; o Arcebispo de Brasília e Presidente da CNBB, Dom Sérgio da Rocha,  o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella; o secretário do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso e vice-prefeito da Comissão para as Relações Religiosas com os muçulmanos, Dom Miguel Ángel Ayuso Guixot; e o diretor geral do Instituto Superior de Estudos de Guadalupe (ISEG), Padre Doutor Eduardo Chávez Sánchez.

Na sua primeira conferência no Curso dos Bispos, o presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, Dom Rino Fisichella, abordou “A Nova Evangelização: o desafio da Igreja no início do terceiro milênio”, destacando o sentido da pergunta “o que devemos fazer?”.

Para exemplificar o sentido dessa questão, Dom Rino destacou duas passagens bíblicas: a primeira no sexto capítulo do Evangelho de São João, quando a multidão é atraída para estar junto a Jesus não pelos ensinamentos, mas pela saciedade do alimento após o milagre da multiplicação dos pães. Nesse momento, a multidão pergunta, exatamente, “o que devemos fazer”. Aqui, Jesus responde sobre a necessidade de acreditar Naqu’Ele que fora enviado pelo Pai (Jo 6,29).

Esse questionamento também aparece no segundo capítulo de “Atos dos Apóstolos”, após o discurso de Pedro no Dia de Pentecostes, quando muitos perguntavam aos 12 discípulos: “o que devemos fazer?”. A resposta de Pedro é a mesma dita pelo Mestre, porém, com palavras diferentes: “Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão de vossos pecados” (At 2,38).

De acordo com Dom Rino Fisichella, essa pergunta também é feita nos dias atuais, principalmente quanto à juventude que vive um período de indiferença da fé.

“Paradoxalmente, também nós fazemos a mesma pergunta. Depois de tantos discursos sobre a importância da nova evangelização no mundo contemporâneo, depois de repetidas iniciativas que viram as nossas comunidades comprometidas, parece que ainda há muito para fazer; mais ainda, o trabalho aumenta e lança novos desafios. Por isso, é válida também para nós a pergunta: ‘o que devemos fazer?’. Ela torna-se ainda mais urgente no momento em que o objeto do nosso discurso são as gerações jovens que parecem viver uma espécie de indiferença em relação à fé”, explicou.

Dom Emílio Pignoli, bispo emérito de Campo Limpo, participa do curso e disse que este é um momento de conforto espiritual pelo clima de oração, pela confraternização e pelo tema do estudo que fala sobre a Nova Evangelização “sobretudo olhando dois desafios: o nosso diálogo com o Islã em como compreender a caminhada ecumênica do diálogo judeu-cristão e sobretudo com o Islã”.

Dom Emílio também comentou sobre os desafios na Amazônia que foram apresentados por Dom Claudio Hummes. “Ele nos falou sobre os problemas enfrentados naquela região e os desafios de formar um clero autóctone (natural da própria região)”.

O curso de formação para os bispos termina nesta sexta-feira (27/01)

Fotos: Gustavo Oliveira - Arquidiocese do Rio de Janeiro

Colaborou: Paulo Ubaldino - Arquidiocese do Rio de Janeiro

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