Caminhada pede o fim da violência

No extremo sul da cidade de São Paulo, o Dia de Finados foi marcado pela Caminhada pela Vida e pela Paz. A região, que já foi considerada uma das mais violentas do mundo, segue marcada por assassinatos, principalmente de jovens.  

A caminhada partiu da Paróquia Santos Mártires, no bairro do Jardim Ângela, e seguiu até o cemitério São Luiz. O trajeto de quase cinco quilômetros foi percorrido por familiares de vítimas e ativistas que pedem o fim da violência na região. Pessoas como Henrique Gaudêncio, de 32 anos, que participa do ato desde que tinha 10 anos e conhece de perto a violência. “Há sete anos eu perdi um primo vitima de um homicídio e há quatro anos eu perdi outro primo vitima de um homicídio, vitima de assalto. Isso é recorrente na minha família desde então eu acho importante participar da caminhada da paz, principalmente aqui na zona sul de São Paulo, onde a criminalidade é muito grande e não existe punição para quem comete crimes de tamanha gravidade como essa”.  

O bairro do Jardim Ângela já foi conhecido como o mais violento do mundo. Já o cemitério São Luiz ficou famoso por ser o cemitério com o maior número de jovens sepultados no Brasil. Foram estatísticas assim que motivaram a primeira caminhada, que aconteceu em 1996. De lá para cá, a situação melhorou. Os índices de violência diminuíram, mas para uma das lideranças do lugar, o padre Jaime Crowe, da Paróquia Santos Mártires, a violência ainda faz parte do cotidiano. “Já caiu a violência, mas ainda não chegamos aonde queremos. Queremos como vamos usar a frase de hoje, nenhuma morte a mais, nenhum jovem a menos. Enquanto estão ainda sendo assassinados adolescentes jovens, precisamos levantar o nosso grito pela vida”.

Com informações da EBC

 

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