Diocese de Campo Limpo se despede de Frei Matheus

Em uma emocionante cerimônia, a Diocese de Campo Limpo, a Paróquia Nossa Senhora do Carmo, amigos e familiares se despediram do Padre Frei Rodrigo Matheus que fez sua Páscoa na noite do dia 23 de novembro de 2016 aos 34 anos.

Frei Rodrigo pertencia a Ordem dos Mínimos e exercia um trabalho missionário nos Camarões (África) desde 2014. Ele estava no Brasil passando um período de férias e durante a viagem, na conexão que fez em Paris, começou a sentir calafrios e mal estar e mesmo assim optou por voltar ao país natal. Depois de passar na Paróquia Nossa Senhora do Carmo, foi levado ao Hospital Campo Limpo sendo internado na UTI e diagnosticado com malária.

Padre Frei Rodrigo Matheus é natural da cidade paulista de Botucatu. Após o período de preparação para o sacerdócio, recebeu o grau do Diaconato em 14 de setembro de 2008 na Paróquia Nossa Senhora do Carmo através da imposição das mãos de Dom Emílio Pignoli, que à época era Administrador Apostólico da Diocese de Campo Limpo. Sua ordenação sacerdotal aconteceu no dia 18 de julho de 2009 também na Paróquia Nossa Senhora do Carmo sob a imposição das mãos de Dom Giuseppe Fiorini Morosini, O.M., então bispo da diocese italiana de Locri-Gerace.

Optou pelo carisma da Ordem dos Mínimos de São Francisco de Paula que é “dar particular e cotidiano testemunho da penitência evangélica com a vida quaresma, como tal conversão a Deus, íntima participação na expiação de Cristo e apelo aos valores evangélicos do desprendimento do mundo, do primado do espírito sobre a matéria e da urgência da penitência, que comporta a prática da caridade, o amor à oração e a ascese física” (Constituições, art.3).

Foi este “desprendimento do mundo” que o levou à missão na África. Durante a homilia da Santa Missa de corpo presente, Dom Luiz Antônio Guedes, Bispo Diocesano de Campo Limpo, lembrou da conversa que teve com Frei Rodrigo por ocasião de seu chamado a este trabalho. “Ele gostava de contar o que estava fazendo e quando vinha celebrar fazia questão de mostrar, perguntar se gostei, ele tinha esse cuidado, esse zelo, partilhava sempre comigo e quando foi chamado para ser missionário na África também partilhou comigo e eu não percebi nenhuma resistência dele, mas um desapego, ele estava muito bem, estava muito contente e feliz e demonstrou desapego, não ficou grudado na tarefa que aqui tinha, do cargo que exercia, mas dispôs-se a ir com alegria”.

Os laços de afetividade e amizade que construiu com os paroquianos ficaram demonstrados durante a celebração da Santa Missa. Todos estavam emocionados e não conteram as lágrimas, principalmente durante as leituras dando destaque especial à primeira, tirada do livro da Sabedoria (4,7-14):

O justo, ainda que morra prematuramente, terá repouso.

Velhice venerável não é longevidade,

Nem é medida pelo número de anos;

As cãs do homem são a inteligência.

Agradou a Deus, Deus o amou;

Vivia entre pecadores, Deus o transferiu.

Arrebatou-o para que a malícia

Não lhe pervertesse o julgamento

E a perfídia não lhe seduzisse a alma;

Pois o fascínio do que é vil obescurece o bem

E o turbilhão da cobiça perverte um espírito sem maldade.

Amadurecido em pouco tempo,

Atingiu a plenitude de uma vida longa.

Sua vida era agradável ao Senhor,

Por isso saiu às pressas do meio da perversidade.

Essa passagem retratou a vida do Frei Rodrigo Matheus que se dedicou ao trabalho pastoral e sua partida precoce. “Me veio um pensamento ligado ao martírio, que significa testemunho e a Igreja reserva atualmente, já de muito tempo por tradição, reserva esse título de mártir àqueles que morrem derramando o sangue pelo Cristo, que perdem a sua vida de forma violenta pela fé. Mas se a palavra significa testemunho, para aqueles que deram o testemunho, perseveram até o final, a Igreja hoje dá o título de “confessores”, que confessam a fé. Mas me veio intensamente à mente, ao coração o fato de dizer que o padre Rodrigo é um mártir que deu o seu testemunho de amor e ele morreu em consequência da sua entrega, da sua doação. Não foi ninguém que atirou contra ele, ninguém que o matou, mas a enfermidade que ele teve foi em consequência da sua doação a Jesus Cristo Nosso Senhor e aos irmãos e irmãs, tanto daqui como de lá, dando um grande testemunho”, completou Dom Luiz Antônio Guedes.

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