Formação da pessoa para viver em comunidade e agir na sociedade é lema da 25ª Assembleia Diocesana de Evangelização

Troca de experiências e um compromisso assumido para o ano de 2016. Colocar em prática as metas concretas que serão desenvolvidas durante este período pelas foranias que compõe a Diocese de Campo Limpo.

Este foi o objetivo da 25ª Assembleia Diocesena de Evangelização que teve como tema: “Pastoral Orgânica à luz das DEGAEIB (Documento 102 da CNBB) e lema: “Formar a pessoa, para viver em comunidade e agir na sociedade”, realizada no último sábado que contou com a participação de mais de 700 pessoas entre agentes pastorais, sacerdotes, representantes de movimentos e associações além dos leigos engajados representando 95 paróquias da Diocese.

Como em toda Assembleia, os participantes foram recebidos com um café da manhã no Colégio Santo Américo, parceiro da Diocese que cedeu o espaço, assim como a Paróquia São Bento Morumbi para a realização das exposições e plenárias.

Para iniciar os trabalhos, os seminaristas rezaram as Laudes. Em seguida, o Bispo Diocesano de Campo Limpo, Dom Luiz Antônio Guedes fez a acolhida. Refletindo sobre o trabalho evangelizador na Diocese, Dom Luiz disse que “quando falamos em pastoral pensamos, sobretudo, na ação dos pastores em relação ao rebanho e quando falamos em ação evangelizadora – sem negar aquilo que é ação pastoral – não é uma ação apenas dos pastores, mas de toda a Igreja, de todos os cristãos que participamos juntos em razão do nosso batismo”.

O coordenador diocesano de Pastoral, Pe. Marcos Joaquim Patrício disse que o lema escolhido para a Assembleia é uma resposta ao que o Papa Francisco publicou na encíclica Evangelii Gaudium: “Espero que todas as comunidades se esforcem para usar os meios necessários para avançar num caminho de conversão pastoral e missionária, que não pode deixar as coisas como estão”. Segundo o sacerdote, as palavras do Sumo Pontífice nos levam ao centro da nossa identidade cristã e nos lembram os motivos da nossa ação evangelizadora. “Somos filhos amados de Deus reunidos pela ação do Espírito Santo no amor do seu filho Jesus para sermos uma Igreja acolhedora, missionária, misericordiosa a serviço da vida plena”

O assessor para a 25ª Assembleia Diocesana de Evangelização foi o Bispo Diocesano de Santo André (SP), Dom Pedro Carlos Cipollini, eleito na Assembleia Geral da CNBB de 2015, presidente da Comissão Pastoral Episcopal para a Doutrina da Fé.

Dom Pedro ressaltou o trabalho que já está sendo realizado pela Diocese. Segundo ele, “é motivo de alegria, não só para vocês, mas para toda a nossa Igreja que quer caminhar junto com Jesus e com os irmãos. A busca pela Pastoral Orgânica é um anseio de todos nós que percebemos que não podemos ser Igreja repleta de “freelancer”, cada um atirando para um lado, independente, sozinho. Não se faz mais assim!” Dom Pedro completa dizendo que “depois do Concílio Vaticano II foi introduzido na nossa Igreja a pastoral e do trabalho pastoral que antigamente era chamado de Apostolado e hoje é Evangelização, mas isso tudo tem de ser feito como Igreja, não é um trabalho de cada um, o chamado de Deus para seguir Jesus, seu filho, na força do Espírito, é feito para cada um, individualmente, mas o seguimento de Jesus é feito no conjunto”.

No chamado “Agir” os grupos foram divididos por foranias que tiveram de as metas para 2016 em três prioridades diocesanas: Pastoral de Conjunto; Formação e Missão. Entre algumas sugestões apresentadas estão: a promoção de retiros espirituais inter-paroquiais; escola para missionários de diversas pastorais para um entrosamento único ao evangelizar as casas; propagar mais visitas às famílias e intensificar as Missões Populares Paroquiais (MPP); preparar melhor os catequistas e missionários das diversas pastorais e movimentos; padres das foranias devem promover cursos bíblicos e pastorais para os leigos, investir, estruturar e vocacionalizar as pastorais, entre outros.

Todo o material será compilado e encaminhado às paróquias. Os resultados deverão ser apresentados na próxima Assembleia Diocesana. 

Prêmio Sal da Terra, Luz do Mundo 

Este ano a Diocese de Campo Limpo fez a entrega do primeiro prêmio Sal da Terra, Luz do Mundo que tem como objetivo “valorizar o trabalho dos leigos na Diocese de Campo Limpo. O idealizador do prêmio, padre Lidionor Sampaio Lisboa, reitor do Seminário Nossa Senhora Aparecida disse que o projeto passou pelo Conselho Presbiteral Diocesano sendo apreciado, votado e aprovado e “é uma maneira que a Diocese encontrou para reconhecer o trabalho dos leigos onde temos gente que realmente se doa aos trabalhos na nossa diocese, nas nossas comunidades”. Segundo o sacerdote sempre haverá uma avaliação dos nomes que serão apresentados pelos padres do conselho para uma votação e “a Igreja deverá reconhecer o trabalho, a dedicação e o incentivo destas pessoas”.

A primeira pessoa a receber o prêmio foi Geni Zelinda Cremasco. Ela atua na Catequese desde 1990 quando assumiu a coordenação de catequese na paróquia Nossa Senhora Aparecida permanecendo até 2004. Entre os anos de 1997 e 2004 foi coordenadora da região Francisco Morato. Entre 2001 e 2013 foi coordenadora Diocesana da Catequese. Em 2001 assumiu a coordenação do Centro de Formação Bíblico Catequético da Diocese permanecendo até hoje. Ainda, entre os anos de 2002 e 2011 foi coordenadora da catequese do Sub-Regional SP-2.

Acompanhada de seus familiares, “dona” Geni agradeceu a homenagem e disse que “esta medalha eu partilho com todos os nossos catequistas, com todos os leigos porque esta medalha não é apenas minha, é de todos nós, de todo o nosso trabalho. Que Deus me permita continuar sendo um pouquinho deste sal da terra e a luz do mundo e que possamos caminhar junto com todos vocês, nossos leigos e nossas leigas e toda a nossa diocese que é para Deus”.

 

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