Inclusão de deficientes na vida da Igreja é tema de oficina promovida pela Diocese de Campo Limpo

Acolher com amor e atenção os deficientes nas paróquias e comunidades foi o principal tema abordado durante a Oficina Diocesana de Acessibilidade em nossas igrejas: como acolher os portadores de necessidades especiais, ministrada pelo membro da Pastoral da Pessoa com Deficiência da Arquidiocese de São Paulo e ex-diretor técnico da Secretaria Estadual de Acessibilidade do Estado de São Paulo, Roque Eduardo Cruz. 

Cerca de 230 pessoas entre agentes de pastorais e deficientes participaram do encontro que, entre outros temas, tratou sobre o trabalho que precisa ser feito nas paróquias e comunidades através das pastorais, para aprimorar o acolhimento às pessoas deficientes. “Existem trabalhos muito bons que já estão sendo realizados na Diocese de Campo Limpo e que servem de testemunho e que mostram que a pessoa com deficiência pode sair da condição de assistido para uma condição de evangelizador”, explicou Roque Cruz. 

Durante a oficina foram ouvidos testemunhos de entidades que trabalham com pessoas deficientes no território diocesano. Entre eles está o Ninho da Esperança, localizado no extremo sul da capital paulista. Atualmente são assistidas 37 pessoas, entre crianças, jovens e adolescentes. Segundo a coordenadora da casa, Elizabeth de Andrade “as pessoas deficientes não cobram nada da gente, não pedem nada, querem apenas serem amadas e se você dá este amor, tá tudo certo”. 

Uma das atividades propostas durante a oficina foi compreender a perspectiva de um deficiente visual. Para que todos pudessem vivenciar esta experiência, foi proposto que seus olhos fossem tampados e, com a ajuda de um amigo, percorressem os corredores da Catedral Santuário Sagrada Família. Ana Luiza Moreira, da paróquia São Joaquim disse que jamais pôde imaginar como a vida de uma pessoa que não vê pode ser tão difícil. “Por mais que a pessoa que está te guiando quer lhe ajudar, é complicado você compreender o que está ao seu lado e as barreiras que encontramos como uma escada por exemplo. Eu sabia que a vida deles não era fácil, mas não tinha ideia de que era tão complicado assim”, comentou. 

A Diocese de Campo Limpo abrange sete municípios com 100 paróquias e mais de 400 comunidades. Neste universo existe uma população estimada em 540 mil pessoas que possui algum tipo de deficiência. Isso significa que, na média, existem cerca de 5 mil deficientes em cada paróquia. Um número expressivo que está fora da Igreja devido à falta de acessibilidade. “Acredito que haverá um crescimento no número desta frequência porque haverá um aumento de consciência e acolhimento nas nossas paróquias”, acredita Roque Cruz. 

Incluir o deficiente na vida da Igreja não é um trabalho muito difícil. Roque Cruz explicou, citando o trecho do Evangelho de São Mateus (11:5) “Os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são limpos e os surdos ouvem; os mortos serão ressuscitados e aos pobres é anunciado o Evangelho” que as ações que cada paróquia ou comunidade pode fazer para trazer o deficiente para a missa é muito simples. “Quando você coloca um intérprete de libras na missa, o surdo ouve a mensagem de Deus; quando você tem braile, quando você tem áudio descrição dentro do nosso trabalho da Igreja, o cego enxerga, ele consegue participar da mensagem de uma maneira melhor. Quando os nossos irmãos que tem deficiência intelectual recebem a acolhida adequada, eles conseguem participar e virar dizimistas e não serem só assistidos, mas serem protagonistas dentro do trabalho deles”. E completa: “quando executamos a acessibilidade nós damos testemunho de que nós somos a Igreja que veio para salvar”. 

Quem quiser conhecer mais sobre o trabalho que é realizado pelo Ninho da Esperança pode acessar o link: https://youtu.be/npFS-uEkIaw

O site da Diocese de Campo Limpo está migrando para o endereço
www.dcl.org.br

 

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