Papa Francisco fala sobre o sacerdócio ao clero de Roma

O Papa Francisco esteve com os sacerdotes da Diocese de Roma na Basílica de São João de Latrão e, durante seu discurso, falou mais uma vez sobre simplicidade e ajuda ao próximo. “Mesmo agora que sou Papa sinto-me ainda um sacerdote”. 

O Pontífice disse ainda que “o que é o cansaço para um Sacerdote, para um Bispo e mesmo para o Bispo de Roma?” O Papa Francisco desenvolveu o a sua intervenção no encontro com o clero romano detendo-se nesta pergunta. E disse em confidência que a inspiração lhe veio após ler a carta enviada por um sacerdote idoso, que justamente lhe falava sobre este cansaço, um “cansaço no coração”. “Existe – disse o Papa – um cansaço do trabalho e este cansaço todos o conhecemos. Chegamos à noite, cansados de trabalhar e passamos diante do Tabernáculo para saudar o Senhor. 

Existe, porém, um “cansaço final” – continuou o Papa Francisco – que se vê antes do “crepúsculo da vida” onde “existe a luz escura e o escuro um pouco luminoso”. É “um cansaço que vem no momento em que deveria haver o triunfo”, mas pelo contrário “vem este cansaço”. Isto acontece – disse o Papa – quando “o sacerdote se interroga sobre a sua existência, olha para trás, pelo caminho percorrido e pensa nas renúncias, nos filhos que não teve e se pergunta se se enganou, se a sua vida “falhou”.

É exatamente o “cansaço do coração” do qual o sacerdote escrevia na carta. E assim o Papa citou o cansaço de muitas figuras bíblicas, de Elias a Moisés, de Jeremias até João Baptista. Este último, afirmou, na “escuridão da prisão” vive a “escuridão da sua alma” e manda os seus discípulos para perguntarem a Jesus se Ele é realmente aquele que estão à espera. O que pode fazer então um sacerdote que vive a experiência de João Baptista? Rezar, “até adormecer diante do Tabernáculo, mas estar ali”. E depois “procurar a proximidade com os outros padres, e sobretudo, com os bispos”

Em seguida, iniciou-se o diálogo do Papa Francisco com os sacerdotes, aos quais pediu para se sentirem livres para perguntar seja o que for. Respondendo à primeira pergunta, o Papa Francisco disse que no serviço pastoral, não se deve “confundir a criatividade com fazer alguma coisa nova”. A criatividade – disse – “é procurar o caminho para que o Evangelho seja anunciado” e isto “não é fácil”. Criatividade “não é somente mudar as coisas”. É uma outra coisa, vem do Espírito e se faz com a oração, e se faz falando com os fiéis, com as pessoas. 

A Igreja, continuou o Papa, e “também o Código de Direito canónico dão-nos tantas, tantas possibilidades, tanta liberdade para procurarmos estas coisas”. É necessário – destacou – procurar os momentos de acolhimento, quando os fiéis devem ir à paróquia por um motivo ou outro. E criticou severamente aqueles que, numa paróquia, estão mais preocupados em pedir dinheiro por um certificado que pelo Sacramento e assim “afastam as pessoas”. É necessário, pelo contrário, “o acolhimento cordial”: “para que aquele que vem à igreja se sinta como na sua casa. Se sinta bem. Que não se sinta explorado. Mas se, pelo contrário, a pessoa vê que existe um interesse económico, então se afasta”, observou o Papa. 

E depois disto o Papa falou da Igreja dizendo que “na Igreja existem, sim, certos escândalos mas também tanta santidade, e esta é maior. E existe também a “santidade cotidiana”, escondida, “aquela santidade de tantas mães e de tantas mulheres, de tantos homens que trabalham todo o dia pela família”, palavras estas acompanhadas por uma encorajadora convicção, quando disse:

O Papa falou também do tema das periferias existenciais, retomando as suas palavras sobre os “conventos vazios” e a generosidade para com os mais necessitados. E por último, reflectiu sobre o tema da família, e em particular, sobre a delicada questão da nulidade dos matrimónios e sobre as segundas uniões, "um problema – recordou o Papa – que não pode ser reduzido à questão do fazer a comunhão ou não, porque se trata de um problema sério e a Igreja neste momento deve fazer alguma coisa para resolver os problemas das nulidades matrimoniais, um tema sobre o qual falará com o grupo dos 8 Cardeais que se reunirão nos primeiros dias de Outubro, no Vaticano, e será tratado também no próximo Sínodo dos Bispos.

O site da Diocese de Campo Limpo está migrando para o endereço
www.dcl.org.br

 

Crie um site com

  • Totalmente GRÁTIS
  • Design profissional
  • Criação super fácil

Este site foi criado com Webnode. Crie o seu de graça agora!